Volume 1, edição anual - 2013 

 ISSN 2358-8624


Probióticos: Sinônimo de um Metabolismo em Harmonia

 MEYER, Markeli; BEZERRA, Aline Sobreira

 INTRODUÇÃO

 Com o passar dos anos, podemos observar que o consumo de alimentos funcionais vem aumentando gradativamente na mesa dos brasileiros, isso porque seu objetivo principal é melhorar, manter e reforçar a saúde dos consumidores via alimentação. Um dos aditivos que mantém essa função nos alimentos são os probióticos (MEIRELLES; AZEVEDO, 2013).

Os probióticos são ingredientes não digeríveis, presentes principalmente em alimentos lácticos, que sobrevivem as condições adversas do estômago e colonizam o intestino, quequando em equilíbrio impedem a ação de alguns micro-organismos patogênicos (ZIEMER; GIBSON,1998).

Probióticos são então micro-organismos vivos que quando administrados em quantidades adequadas conferem benefícios à saúde do hospedeiro. Para um produto probióticos apresentar a alegação de promoção de saúde no seu rótulo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA, 2008), estabelece que a quantidade mínima viável da cultura deva estar entre 108 a 109 UFC (Unidades Formadoras de Colônias) por porção do produto (100g). Os iogurtes e leites fermentados são os alimentos mais comuns a serem suplementados com probióticos, mas sucos e outros alimentos também podem conter probióticos (SOUZA et al., 2003).

Entre os possíveis efeitos benéficos de culturas probióticas sobre a saúde do seu hospedeiro, merecem destaque o estimulo da motilidade, alivio de constipações intestinais, controle de infecções intestinais, melhor absorção de nutrientes, alívio de sintomas referentes à intolerância a lactose, diminuição dos níveis de colesterol, efeito anticarcinogênico, estímulos do sistema imunológico e produção de anticorpos (ZIEMER; GIBSON, 1998; SOUZA et al., 2003; MEIRELLES; AZEVEDO, 2013 ).

As espécies, L. acidophilus, L. casei, L. reuterie L. rhamnosus são os principais probióticos do gênero atualmente empregados em alimentos. Estes micro-organismos são tolerantes ao ácido e a bile presente no trato gastrintestinal e são capazes de aderir às células do epitélio intestinal (GOMES; MALCATA, 1999).

Acredita-se que grande parte dos brasileiros, não tem um conhecimento avançado sobre as funções dos probióticos ou nem se quer sabem que eles estão presentes em grande parte de sua alimentação diária.

OBJETIVOS

Objetivou-se nesse trabalho, avaliar a importância dos probióticos na manutenção do organismo, verificar os conhecimentos da sociedade referente ao consumo dos mesmos, e a disponibilidade destes alimentos funcionais nos mercados locais.

 METODOLOGIA

Foi realizada uma pesquisa de campo com 82 consumidores em mercados locais de São José do Inhacorá/RS, sobre a ingestão desses alimentos pelos mesmos e o conhecimento acerca da funcionalidade dos probióticos à saúde. Foi realizada também uma análise referente à disponibilidade desses alimentos funcionais nos mercados.

Após a aplicação do questionário, foi realizada uma breve explicação sobre a relação dos probióticos, para assim manter um conhecimento breve sobre os mesmos.

 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A partir da Figura 1, foi possível observar que 98,8% dos entrevistados não tinham conhecimentos sobre os probióticos. Essa falta de conhecimento pode estar associada à falta de informação os rótulos dos alimentos, pois como os probióticos são aditivos e considerados alimentos funcionais, em muitos casos não são citados, dificultando assim a divulgação dos mesmos e sua importância (ZIEMER; GIBSON, 1998).


 Figura 1 – Conhecimento dos consumidores sobre probióticos.

Foi realizada também uma pesquisa nos mercados locais de São José do Inhacorá, para verificar a disponibilidade desses alimentos funcionais aos consumidores. Os resultados mostraram que existe uma maior disponibilidade desses micro-organismos em queijos, iogurtes e leites, conforme mostra a Figura 2. Esse resultado corrobora com Souza e colaboradores (2003) que afirma que os iogurtes e leites fermentados são os alimentos mais comuns a serem suplementados com probióticos, mas sucos e outros alimentos também podem conter os mesmos.


Figura 2 – Disponibilidade de probióticos em produtos comerciais.

 CONCLUSÃO

Com essa pesquisa podemos concluir que a maioria das pessoas não tem nenhum conhecimento referente à funcionalidade dos probióticos na saúde humana e que a maioria dos produtos lácteos são os principais veículos desses micro-organismos disponíveis comercialmente.

Esses micro-organismos são essenciais na alimentação e no funcionamento intestinal, e a ciência vem mostrando claramente que o intestino é um dos melhores indicadores com que se pode contar para avaliar a saúde de um indivíduo. Cuidando melhor do sistema gastrintestinal, melhora-se o sistema imunológico e, consequentemente a saúde do indivíduo.

Assim é de extrema importância ressaltar os conhecimentos adquiridos, para que assim a sociedade tenha uma alimentação saudável com benefícios a sua saúde.

REFERÊNCIAS

ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Alimentos: alimentos com alegações de propriedades funcionais e ou de saúde, novos alimentos/ingredientes, substâncias bioativas e probióticos. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/alimentos/comissoes/tecno_lista_alega.htm>. Acesso em 07 de junho de 2012.

GOMES, A. M. P.; MALCATA, F. X. Bifidobacterium spp. and Lactobacillus acidophilus: Biological, biochemical, technological and therapeutical properties relevant for use as probiotic. Trends and food science & technology, v.10, p. 139-158, 1999.

MEIRELLES, P. C.; AZEVEDO, J. S. A. Influência do uso de iogurtes adicionados com probióticos na disbiose intestinal em paciente do sexo feminino avaliada em Consultório nutricional – relato de caso. Disponível em: <http://www.ufpel.edu.br/cic/2007/cd/pdf/CS/CS_02003.pdf> . Acesso em: 19 de out. de 2013.

OLIVEIRA, M. N. Aspectos tecnológicos de alimentos funcionais contendo probióticos. Departamento de tecnologia Bioquímico-Farmacêutica, Faculdade de Ciências Farmacêuticas,Universidade de São Paulo, Março de 2002.

SOUZA, P. H. M.; SOUZA NETO, M. H.; MAIA, G. A. Componentes funcionais nos alimentos. Boletim da SBCTA, v.37, n.2, p. 127-135, 2003.

ZIEMER, C. J.; GIBSON, G. R. An Overview of Probiotics, Prebiotics and Synbiotics in the Functional Food Concept: Perspectives and Future Strategies. International Dairy Journal, v. 8, n.5, v. 7, p. 473-479, 1998