Antropometria para risco metabólico em crianças e adolescentes no noroeste do estado do rio grande do sul

Volume 1, edição anual - 2012

 


Proposição de resumo para a

III Jornada de Estudos e III Semana Acadêmica do Curso de Nutrição

TITULO: ANTROPOMETRIA PARA RISCO METABÓLICO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

Autor(es): FRANCESCHI, C¹. SANTOS,G.S¹. CENTENARO, S¹. AVILA,C¹. RE,V¹. SOUZA, L.S.²

Instituição: ¹Curso de Nutrição UFSM/CESNORS; ² Professora curso de Nutrição UFSM/CESNORS

Palavras chave: síndrome metabólica, doenças metabólicas, obesidade.

RESUMO

Tendo em vista que elevados índices de adiposidade são indicadores diretos de obesidade, torna-se necessária aplicação de indicadores antropométricos, além do Índice de Massa Corpórea, para estimar a quantidade e a distribuição de gordura corporal e descrever a prevalência de risco metabólico que essa população está exposta. Objetivos Descrever a prevalência de obesidade, obesidade central, e adiposidade da amostra. Material e Métodos A amostra foi composta por 1.294 alunos, crianças e adolescentes oriundos escolas municipais, da cidade de Palmeira das Missões (PM) no ano de 2011. Os dados antropométricos de peso, estatura, pregas cutâneas e circunferência da cintura foram mensurados de acordo com as normas da Organização Mundial da Saúde. Aspectos Éticos Todos os participantes/responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa/UFSM. Resultados Pelo IMC foi observado sobrepeso e obesidade em 18,1% (n=234) e 11,8% (n=153). Pela estimativa da porcentagem de gordura corporal, os indivíduos apresentaram respectivamente moderadamente alta, alta e muito alta em 8,6% (n=111), 3,6% (n=47) e 1,9% (n=24). Dos indivíduos acima de cinco anos de idade (n= 1.266) 30,72% apresentaram obesidade central. Dos indivíduos classificados com sobrepeso e com obesidade abdominal, 15,4% (n=36), 2,1% (n=5) e 1,3% (n=3) apresentaram porcentagem de gordura corporal moderadamente alto, alto e muito alto, respectivamente. Dos indivíduos com obesidade pelo IMC e obesidade central, 33,3% (n=51) apresentaram porcentagem de gordura corporal moderadamente alto, 24,8% (n=38) alto e 13,7% (n=21) com porcentagem de gordura corporal muito alto.

Conclusão Os resultados do presente estudo alertam para os altos índices de sobrepeso e obesidade na infância e na adolescência. Os dados reforçam a atenção para a transição epidemiológica nutricional, uma advertência aos profissionais da saúde para a atenção básica no controle do excesso de peso e prevenção de doenças crônicas e metabólicas.

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