Obesidade em escolares da rede privada no noroeste do Rio Grande do Sul

Volume 1, edição anual - 2012

 


 Proposição de resumo para a

III Jornada de Estudos e III Semana Acadêmica do Curso de Nutrição

TITULO: OBESIDADE EM ESCOLARES DA REDE PRIVADA NO NOROESTE DO RIO GRANDE DO SUL

Autor(es): CENTENARO, S.¹RE,V.¹ FRANCESCHI, C¹. SANTOS,G.S¹. AVILA,C¹. SOUZA, L.S.²

Instituição: ¹Curso de Nutrição UFSM/CESNORS; ² Professora curso de Nutrição UFSM/CESNORS

Palavras chave: excesso de peso, obesidade, obesidade central.

RESUMO

A PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar), divulgou em agosto de 2010 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há mais alunos obesos nas escolas particulares que nas públicas. Na média, 23,2% dos estudantes estão com excesso de peso, e 7,2% sofrem de obesidade. Objetivos Estimar a quantidade e a distribuição de gordura corporal, descrever a prevalência de obesidade na rede de ensino privada de Palmeira das Missões.Material e Métodos A amostra foi composta por 288 alunos com a idade superior a 4 anos e inferior a 19 anos, de escolas particulares no ano de 2011. Medidas Antropométricas foram mensuradas de acordo com as normas da Organização Mundial da Saúde. Foram aferidos peso, estatura, pregas cutâneas e circunferência da cintura. Todos os participantes/responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O presente projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa/UFSM. Resultados Pelo IMC foi observado sobrepeso e obesidade em 25,3% (n=73) e 18,8% (n=54). Os indivíduos apresentaram respectivamente classificação de porcentagem de gordura corporal moderadamente alta, alta e muito alta em 12,5% (n=36), 9% (n=26) e 2,1% (n=6). Dos indivíduos acima de cinco anos de idade (n= 246) 40,3% (n=116) apresentaram obesidade central. Dos indivíduos classificados com sobrepeso pelo IMC e com obesidade abdominal, 20,5% (n=15), 13,7% (n=10) apresentaram porcentagem de gordura corporal moderadamente alto e alto. Dos indivíduos com obesidade pelo IMC e obesidade central, 14,8% (n=8) apresentaram porcentagem de gordura corporal moderadamente alto, 25,9% (n=14) com porcentagem de gordura corporal alto e 11,1% (n=6) com porcentagem de gordura corporal muito alto. Conclusão: Os resultados atentam para a transição epidemiológica nutricional e a necessidade de estratégias de tratamento e de prevenção principalmente nas redes de ensino particular.

REFERÊNCIAS

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