Ganho ponderal de gestantes no centro de saúde da mulher no noroeste do Rio Grande do Sul

Volume 1, edição anual - 2012

 


 Proposição de resumo para a

III Jornada de Estudos e III Semana Acadêmica do Curso de Nutrição

TITULO: GANHO PONDERAL DE GESTANTES NO CENTRO DE SAÚDE DA MULHER NO NOROESTE DO RIO GRANDE DO SUL

Autor(es): Panosso, C.¹; Amann, A.A.¹; Nogueira, A.P.¹; Souza, L.S.²

Instituição: ¹ Acadêmicas do curso de Nutrição – UFSM/CESNORS; ² Professora orientadora - Professora Adjunta do Curso de Nutrição – UFSM/CESNORS

Palavras chave: Ganho de peso gestacional; Obesidade gestacional; Complicações gestacionais; Uso de suplementos vitamínicos na gestação.

RESUMO

2

O estado nutricional pré-gestacional e gestacional está diretamente associado ao resultado obstétrico e ao produto fetal, remetendo até a fase adulta e senil. Embora alguns estudos apontem o impacto da intervenção nutricional na melhoria do resultado perinatal, no Brasil, a assistência nutricional pré-natal é considerada importante somente para casos de alto risco, mas ainda não é sistematizada nos manuais de pré-natal vigentes. Com o objetivo de descrever o perfil nutricional das gestantes de Palmeira das Missões avaliou-se 53 gestantes consecutivamente atendidas no ambulatório de assistência nutricional pré-natal criado como projeto de extensão do curso de Nutrição/UFSM como atividade de docência assistencial no período de março a maio de 2012, aprovado pela CEPEX. Os dados antropométricos foram mensurados segundo a OMS. Classificou-se o IMC pré-gestacional e o atual pela idade gestacional, segundo Atalah. O Valor Energético Total foi estimado pelo Recordatório alimentar de 24h e calculado pelo AVANUTRI. Resultados As gestantes que iniciaram com baixo peso, duas progrediram para eutrofia e uma para sobrepeso. Das eutróficas, sete regrediram para baixo peso e cinco progrediram para sobrepeso. Das gestantes com sobrepeso, duas evoluíram para obesidade e uma regrediu para eutrofia. Enquanto que, das gestantes obesas, duas regrediram para sobrepeso. Todas as gestantes apresentaram inadequações alimentares, observou-se maior prevalência de gestantes que não alcançaram o valor energético total diário recomendado, 46 (86,79%). Suplementos de sulfato ferroso e de ácido fólico, a freqüência foi de 17 (32,07%) e de 18 (33,96%), respectivamente. Conclusão A expressiva quantidade de mulheres com desvio ponderal pré-gestacional (45,28%) e atual (62,26%), além da inadequada evolução do estado nutricional pelo IMC 27 (50,94%), ressalta-se a importância da inclusão do nutricionista nos programas de pré-natais para favorecer o estado nutricional adequado e minimizar os riscos de complicações maternas e do recém-nascido.