Estudantes no cuidado de idosos hipertensos pela inserção em grupo na atenção básica.

Volume 1, edição anual - 2012

 


 ESTUDANTES NO CUIDADO A USUÁRIOS/AS COM HIPERTENSÃO PELA

INSERÇÃO EM GRUPO NA ATENÇÃO BÁSICA

Signor, E¹; Gomes, I.E.M²; Signori, S³; Ubessi, L.D4; Fuke, G5;

¹ Autora. Acadêmica do curso de Enfermagem UFSM/Cesnors

² Autora e Relatora. Acadêmica do curso de Enfermagem UFSM/Cesnors

³ Autora. Acadêmica do curso de Nutrição UFSM/Cesnors

4 Autora e Orientadora. Docente do curso de Enfermagem UFSM/Cesnors

5 Autora e Orientadora. Docente do curso de Nutrição UFSM/Cesnors

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica não transmissível

(DCNT), consiste no aumento dos níveis pressóricos que é a força do sangue contra

as paredes das artérias quando o coração bombeia sangue. Está relacionado com

hábitos alimentares inadequados, sedentarismo, estilo de vida, fatores sociais e

ambientais. Constitui-se um problema de saúde pública no Brasil, com predominância

na população idosa. Objetivou-se levar conhecimentos a população idosa sobre a HAS

e seus cuidados, proporcionando um melhor entendimento. Participaram da pesquisa

18 idosos hipertensos, de ambos os sexos, que estão inseridos em um grupo na

atenção básica em município da região norte do estado do Rio Grande do Sul. Tratase

de um relato da experiência de estudantes do terceiro semestre do curso de

Enfermagem e Nutrição do CESNORS/UFSM, na participação em grupo de cuidado

em saúde com foco na HAS, no primeiro semestre de 2011. O Grupo acontece

mensalmente, com rodas de conversa, orientações, esclarecimentos sobre

hipertensão e hipotensão arterial, riscos e malefícios do tabagismo e etilismo,

importância da atividade física, alimentação saudável e uso correto de medicamentos;

desenvolveu formas de abordagem que facilitassem a comunicação entre

participantes. Observou-se que o Grupo, embora com foco na doença, propicia aos

integrantes compartilhar sentimentos quanto ao auto-cuidado, dificuldades e

facilidades no que se refere á alimentação, estilo de vida, uso de anti-hipertensivos,

bem como elementos do cotidiano que tendem a interferir nos estados pressóricos,

dentre outros que contribuem na promoção de saúde. A atenção básica é a principal

porta de entrada e de cuidado longitudinal das pessoas com diagnóstico de

hipertensão arterial e o mesmo não se restringe a um profissional ou outro, e pode ser

qualificado pela participação em atividades grupais que desloquem do foco da doença

para o cuidado sob a perspectiva da integralidade.

Palavras-chave: hipertensão arterial sistêmica, grupo, atenção básica, integralidade