Análise das condições higiênico- sanitárias das escolas municipais de ensino fundamental de um município no noroeste do RS

Volume 1, edição anual - 2012

 


 

ANÁLISE DAS CONDIÇÕES HIGIÊNICO- SANITÁRIAS DAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE ENSINO FUNDAMENTAL DE UM MUNICÍPIO NO NOROESTE DO RS

Autores: BOLNER, B.B. 1; SANTOS, J. 2; BORHER, C. T. ³; BOTTARO, S. M. 3

Instituição: ¹ Acadêmica do Curso de Nutrição UFSM/CESNORS (apresentadora);

² Acadêmica do Curso de Nutrição UFSM/CESNORS (co-autora); 3 Doutora Docente de Nutrição. Departamento de Ciências da Saúde – UFSM/CESNORS (co-autora).

Palavras chave: Qualidade higiênico-sanitária; Unidades de Alimentação e Nutrição escolar; boas práticas

RESUMO

A garantia da sanidade dos alimentos produzidos e ofertados no ambiente escolar deve estar associada a dois fatores: a segurança e o aspecto intrínseco do alimento. Ao instituir a RDC 216, a ANVISA estabelece Normas para as Boas Práticas de serviços de alimentação que garantam condições higiênico-sanitárias adequadas aos alimentos. Em muitos casos, esses serviços apresentam deficiências quali e quantitativas, relacionadas às questões de higiene, sanitização de equipamentos e utensílios, limitando a implantação das BP. Nesse contexto, os serviços de alimentação escolar se inserem. Assim, este trabalho objetivou avaliar a qualidade higiênico-sanitária na alimentação de três escolas municipais de Palmeira das Missões/RS, adotando como referência as boas práticas estabelecidas pela ANVISA, desde ambiente físico até a manipulação, preparo e distribuição do alimento. O projeto foi aprovado pelo CEP/UFSM sob o nº CAAE 04045112.9.0000.5346. Como instrumento de coleta de dados, utilizou-se o check list “Avaliação para Boas Práticas em Serviço de Alimentação” (LABPSA); formulado a partir da Lista de Verificação e do Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. A classificação dos serviços baseou-se na metodologia utilizada pela RDC nº275/2002 da ANVISA, da seguinte forma: GRUPO 1 (76 a 100% de atendimento dos itens), GRUPO 2 (51 a 75% do atendimento) e GRUPO 3 (0 a 50% dos itens atendidos). Os resultados demonstraram que apenas uma escola classificou-se no GRUPO 2, totalizando 67,25% de adequação aos itens. As outras foram classificadas no GRUPO 3, atingindo um total de 28,14% e 50,45% do atendimento dos itens, respectivamente. Através disso, constatou-se que os serviços de alimentação investigados não preencheram grande parte dos requisitos exigidos para uma Unidade de Alimentação e Nutrição. Portanto, vislumbram-se oportunidades de mudanças que evidenciem a melhoria na qualidade sanitária do local e das refeições ofertadas, sendo responsabilidade dessas instituições fornecer uma alimentação saudável aos alunos.